Brasil – Nova fase do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ eleva otimismo do setor

De acordo com o Secovi-SP, o programa é fundamental para o mercado, especialmente neste momento de retração econômica.

O programa Minha Casa Minha Vida 3, previsto para ser lançado no segundo semestre, deverá facilitar a vida de famílias com renda entre R$ 1.200 e R$ 2.400. Segundo a secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, será criada a Faixa 1- FGTS, na qual a família interessada poderá comprometer até 27,5% de sua renda com o financiamento da casa própria.

Nesta nova modalidade, a contrapartida dos governos estadual ou  municipal ou da poupança será de 20% do valor do imóvel. “Se uma família com renda mensal de R$ 1.600 comprar um imóvel de R$ 135 mil, por exemplo, necessitará de um subsídio de R$ 45 mil”, disse a secretária.

Na opinião de Flávio Prando, vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP, o programa Minha Casa Minha Vida 3 é fundamental para o mercado imobiliário, especialmente neste momento de retração econômica.

“Atualmente, o FGTS e a poupança são os principais financiadores imobiliários. A poupança está mais restrita e o FGTS é um recurso mais barato disponível para esse fim. Mas tem sido limitado e, para conseguir o financiamento imobiliário, o processo está mais rigoroso”, avisa.

Prando avalia que, com a redução do emprego e todas as questões fiscais, a produção imobiliária diminuiu. “Vale ressaltar que metade do preço de um imóvel corresponde aos tributos. O programa é perfeitamente sustentável, porque o subsídio acaba voltando em imposto para o governo”, afirma.

Ele considera o programa fundamental para proporcionar o acesso à casa própria para uma grande parcela da população e também para garantir que não haja um retrocesso em toda a tecnologia que foi investida no setor nos últimos anos. “O Minha Casa 3 seria quase uma questão de sobrevivência para o setor. É fundamental colocar o programa na rua o quanto antes. Não há razão para postergar mais. Estamos ainda debatendo atualizações para que seja realista. Esse debate começou no ano passado, mas acredito que nas próximas semanas deve ser finalizado.”

Prando espera que o governo apresente parâmetros e atualizações e anuncie o programa até o início de agosto, até para que haja tempo para colocar em prática a meta da presidente, que anunciou que haveria 3 milhões de casas durante esse mandato. “Para isso são necessárias 750 mil novas unidades por ano. Mas, com esse atraso no programa, precisaremos ter uma produção recorde de 950 mil unidades por ano. É necessário o lançamento imediato para cobrir um problema habitacional, de emprego e fiscal”, conclui.

Fonte: Zap Pro

Esta entrada foi publicada em Notícias do Mercado Imobiliário. Adicione o link permanenteaos seus favoritos.

Os comentários estão encerrados.